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domingo, fevereiro 03, 2008

Antoine de Saint-Exupéry

Escritor de "O principezinho" livro que adoro, e que quero deixar aqui a justa homenagem.

A primeira vez que li esta história devia ter uns 7 ou 8 anos, foi uma oferta da Câmara de Setúbal.

Um pequeno livro de bolso ilustrado com as aguarelas do autor.

Mais tarde, adquiri o livro que por razões que não me lembro, desapareceu de casa.

Finalmente quando o meu filho nasceu comprei uma cópia da 1ª edição, editada pela Editorial Aster. Porque é importante a editora?

Porque durante anos "persegui" este livro e infelizmente as editoras não tinham a versão que eu procurava... todas elas "adulteravam" a parte da raposa com o principezinho... ao ponto da versão da Editora Europa-América, traduzir como "cativar" para o facto de a raposa e o principezinho não terem ainda "relações".
Outras como a Caravela, traduzem apenas como "estar preso", menos mal... mas perde um pouco a poesia do autor.

Mas como o post é para homenagear e não para falar mal das editoras, voltemos ao assunto...

Já antes tinha falado aqui de um escritor português que admiro e que anteriormente fêz uma homenagem a outro homem que marcou a minha vida, Carlos Paredes.

Agora José Jorge Letria volta a surpreender-me (embora o livro tenha mais de 10 anos) encontrei agora o livro "António e o Principezinho" a devida homenagem ao homem que nos fez sorrir e ainda faz.



Ainda bem que o seu amor pela escrita e pelos contos pode ser homenageado nas mãos de um escritor de valor.

sexta-feira, agosto 18, 2006

A Merecida Homenagem

Imagem: Campo das Letras

Tardou, talvez por querer tardar a despedida.
Tardou a tinta que secou na ponta da pena, que com pena do passado chorou.
Tardou a merecida homenagem, que nasce pelas mãos de um amigo.
A merecida homenagem aos movimentos perpétuos das mãos que dançam nas cordas da guitarra.
José Jorge Letria escreveu a história que eu gostaria de ter escrito.
A história de Carlos Paredes.
Numa excelente apresentação, o livro "O menino que se apaixonou por uma guitarra - Carlos Paredes", da Editora Campos das Letras, descreve de um modo poético, apaixonante e simples a vida desse grande músico. Tão grande que as suas "asas" abraçaram não só Lisboa, não só Coimbra, não só o choupal; mas ao abrir assim as suas "asas" abraçou Portugal e o mundo e fechou-nos num abraço profundo.
Que me perdoe o "amigo" Letria, mas quando na pág. 30 diz que já não foi capaz de suster o abraço... só não o conseguiu fazer fisicamente. Expirou e fechou-se para o mundo. mas a sua obra nunca... a sua música, o "choro" da guitarra, vai ser sempre aquele abraço que ele tentou fechar.
Adeus Carlos...
que a tua música nos alegre sempre, recordando verdes anos.
Obrigado José Jorge Letria por esta excelente Homenagem!!