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domingo, fevereiro 03, 2008

Antoine de Saint-Exupéry

Escritor de "O principezinho" livro que adoro, e que quero deixar aqui a justa homenagem.

A primeira vez que li esta história devia ter uns 7 ou 8 anos, foi uma oferta da Câmara de Setúbal.

Um pequeno livro de bolso ilustrado com as aguarelas do autor.

Mais tarde, adquiri o livro que por razões que não me lembro, desapareceu de casa.

Finalmente quando o meu filho nasceu comprei uma cópia da 1ª edição, editada pela Editorial Aster. Porque é importante a editora?

Porque durante anos "persegui" este livro e infelizmente as editoras não tinham a versão que eu procurava... todas elas "adulteravam" a parte da raposa com o principezinho... ao ponto da versão da Editora Europa-América, traduzir como "cativar" para o facto de a raposa e o principezinho não terem ainda "relações".
Outras como a Caravela, traduzem apenas como "estar preso", menos mal... mas perde um pouco a poesia do autor.

Mas como o post é para homenagear e não para falar mal das editoras, voltemos ao assunto...

Já antes tinha falado aqui de um escritor português que admiro e que anteriormente fêz uma homenagem a outro homem que marcou a minha vida, Carlos Paredes.

Agora José Jorge Letria volta a surpreender-me (embora o livro tenha mais de 10 anos) encontrei agora o livro "António e o Principezinho" a devida homenagem ao homem que nos fez sorrir e ainda faz.



Ainda bem que o seu amor pela escrita e pelos contos pode ser homenageado nas mãos de um escritor de valor.

domingo, dezembro 23, 2007

Elogio

Há trabalhos que são realmente dignos de nota...
pessoas que se entregam verdadeiramente por causas nobres.
falo disto depois de ter visto a grande reportagem, onde falaram dos balneáreos de Alcantara, onde não só as pessoas necessitadas são acolhidas com carinho e dignidade, como se sente em família, o que lhes falata realmente.
Mas dignos de elogios, são os funcionários que lá trabalham, que retiram dali o seu ordenadao de sobrevivência, mas fazem um trabalho maior, melhor, quando fazem sentir aqueles que não têm, que ali passam a ter uma "família"... e não têm qualquer mais valia, por darem junto com o trabalho, um pouco mais de carinho, compreensão e dignidade...
e não o fazem somente por ser natal... fazem-no porque sentem...
O elogio estende-se tamém ao homem que possibilitou isso, o presidente da junta.
Infelizmente, se não podemos dar uma casa, uma família, uma vida melhor àqueles que recorrem lá...
pelo menos que nesses poucos momentos, recebam um pouco de calor humano e compreenção... coisas que começam a rarear no bicho homem.

sexta-feira, agosto 18, 2006

A Merecida Homenagem

Imagem: Campo das Letras

Tardou, talvez por querer tardar a despedida.
Tardou a tinta que secou na ponta da pena, que com pena do passado chorou.
Tardou a merecida homenagem, que nasce pelas mãos de um amigo.
A merecida homenagem aos movimentos perpétuos das mãos que dançam nas cordas da guitarra.
José Jorge Letria escreveu a história que eu gostaria de ter escrito.
A história de Carlos Paredes.
Numa excelente apresentação, o livro "O menino que se apaixonou por uma guitarra - Carlos Paredes", da Editora Campos das Letras, descreve de um modo poético, apaixonante e simples a vida desse grande músico. Tão grande que as suas "asas" abraçaram não só Lisboa, não só Coimbra, não só o choupal; mas ao abrir assim as suas "asas" abraçou Portugal e o mundo e fechou-nos num abraço profundo.
Que me perdoe o "amigo" Letria, mas quando na pág. 30 diz que já não foi capaz de suster o abraço... só não o conseguiu fazer fisicamente. Expirou e fechou-se para o mundo. mas a sua obra nunca... a sua música, o "choro" da guitarra, vai ser sempre aquele abraço que ele tentou fechar.
Adeus Carlos...
que a tua música nos alegre sempre, recordando verdes anos.
Obrigado José Jorge Letria por esta excelente Homenagem!!