Bacalhau com Broa
Ingredientes: Esposa, bacalhau, espinafres, broa de milho, azeite, alho, cebola, batata e sal.
Modo de preparação: meta a esposa na cozinha com os ingredientes e feche a porta.
Espere duas horas e seja servido.
Bom apetite.
terça-feira, janeiro 29, 2008
Receita Para Homens (muito Fácil)
sexta-feira, março 24, 2006
Mais Receitas
E que tal uns tomates assados?
Tomates assados com alho
4 colheres de sopa de azeite
6 tomates redondos cortados ao meio
1 dente de alho muito bem picado
3 colheres de sopa de salsa fresca picada
25 gr. de pão ralado
sal e pimenta-preta acabada de moer
Aqueça o azeite numa frigideira. Junte-lhe os tomates com os lados cortados voltados para baixo e frite-os durante 6 minutos, voltando-os passados 4 minutos.
Coloque num prato próprio para ir ao forno e polvilhe com sal e pimenta a gosto, a salsa, o alho e o pão ralado. Regue com o azeite que ficou na frigideira.
Coza no forno, previamente aquecido a 180 graus, durante 40 minutos.
quarta-feira, março 15, 2006
Mais Receitas
Ups! Parece que botei tudo menos a receita. Mas também quem é que não sabe fazer a bela da açorda?
De qualquer forma aqui fica:
1 molho de coentros ou poejos
3 dentes de alho
0,5 dl de azeite
sal grosso
Pão (alentejano, é evidente)
Sugestões (facultativas) para variantes:
Bacalhau
Pescada
Ameijoas Pimentão verde
Ovos Sardinhas Uvas Figos Abrunhos Azeitonas
Como Fazer:
1 . Põe-se ao lume uma panela com água e deixa-se estar até ferver.
2 . Enquanto a água está ao lume, juntam-se num almofariz (a que os alentejanos chamam vulgarmente gral) os coentros, os poejos (também se pode optar por uma mistura dos dois: combinam muito bem, mas há quem não goste), os dentes de alho e o sal.
3 . Pisa-se tudo muito bem, até se obter uma papa.
4 . Coloca-se esta papa, juntamente com o azeite, no fundo de uma terrina, e sobre tudo verte-se água a ferver em quantidade bastante para o caldo.
5 . Colocam-se as sopas de pão dentro do caldo, espera-se um pouco e serve-se.
N.B. – Deve saborear-se devagar. Aconselha-se um bom vinho alentejano.
Esta é a receita base da açorda alentejana, há depois as variantes, mais ricas, e nestes casos pode fazer-se com a água da cozedura dos ingredientes facultativos acima. Também pode juntar pimentão verde, cortado em tiras finas.
Para torná-la ainda mais rica, pode ser acompanhada pelos ingredientes e frutos acima mencionados.
E pronto, está feita a açorda. Esta comida afrodisíaca. Como já deve estar pronto a servir um bom vinho alentejano, falta que os dois se sentem à mesa, um em frente do outro.
A açorda deve comer-se quente, mas não tenham pressa excessiva.
terça-feira, março 14, 2006
Mais Receitas
Esta, devo-vos dizer que até a mim me espantou e por isso vou postá-la aqui.
É talvez a receita mais simples que alguma vez se inventou e penso que todos devem saber fazê-la.
A Açorda Alentejana é o símbolo mais conhecido e talvez mais perfeito da cozinha alentejana – simples e criativa como nenhuma outra. “Do pouco que tem faz o alentejano prodígios, contribuindo com alta inventiva culinária na confecção de verdadeiros pratos típicos" escreve Manuel Mendes no seu “Roteiro Sentimental – A Sul do Tejo”
E porque me espantou?
Porque esta receita vem no livro “Receitas Afrodisíacas & Desenhos eróticos” de Afonso Praça & Francisco Simões.
Daí que a questão que se levante seja: a açorda alentejana afrodisíaca?
A resposta será retirada como citação desse mesmo “manual” e será aqui transcrita na integra.
“As circunstâncias que podem rodear a sua confecção, e sobretudo os seus ingredientes, levam a responder afirmativamente: é afrodisíaca, sim senhor, e muito.
Mas nada disto é de estranhar, se se disser que tanto os coentros como os poejos são conhecidos desde a antiguidade como afrodisíacos. A notícia mais antiga do uso do coentro (Coriandrum sativum) tem mais de cinco mil anos e vem da china. É plata muito aromática. O seu nome vem do grego Koris (percevejo), em nítida alusão ao cheiro das suas folhas quando frescas.
Sabe-se que os Egípcios já conheciam a planta: em muitas sepulturas do Antigo Egipto foram encontradas sementes de coentros. E tanto os Gregos como os Romanos utilizavam-na em receitas de culinária, na preparação de bebidas e também em medicamentos, juntamente com o alho. Foram os romanos que divulgaram na Europa o coentro, que na Idade Média já era muito conhecido na Grã-Bretanha e na França. Os franceses utilizavam as suas sementes em bebidas à base de vinho, doces, sopas e carnes, e sobretudo na preparação de licores.
As folhas do coentro são muito semelhantes às da salsa, embora mais escuras, mais grossas e mais recortadas. São estas folhas que a cozinha regional portuguesa utiliza, nomeadamente na açorda alentejana e para temperar saladas.
Quanto ao poejo (Mentha Pulegium), tem também um cheiro intenso (ainda mais do que o coentro), a fazer lembrar o da hortelã-pimenta. O poejo é, aliás, uma das espécies de menta. Todas elas apresentam um sabor forte, e a mais conhecida é a hortelã (Mentha viridis), muito frequente nas cozinhas portuguesas. O mesmo acontece com a Mentha piperita (hortelã-pimenta), da qual se extrai o mentol.
E a propósito de poejos e coentros, outra erva largamente afrodisíaca é a segurelha (Satureia hortensis), também já conhecida no Antigo Egipto. Virgílio recomendou-a aos seus contemporâneos, e Ovídio faz-lhe referência na “Arte de Amar”. Há filósofos que dizem que a palavra “sátiro” vem de “satureia”. A questão está fora do âmbito desta prosa, mas sempre se adianta que, pelo menos parece pertencer ao mesmo campo semântico”
Técnicas de Cozinha
Porque a cozinha não é o mundo exclusivo das mulheres, aqui ficam algumas dicas para os meus amigos que de vez em quando têm de por o avental.
Tirar o fio ao feijão verde – Quantas vezes cortaram a ponta dos dedos e ficaram deveras chateados de horas de volta de uma coisa verde que chateou tanto para arranjar que até parece que nem vai saber bem. Pois aqui têm a oportunidade de impressionar a querida. Ponham a ferver o feijão verde inteiro durante 6 min., em pouca água. Escorram e deixem arrefecer, agora é só cortar uma ponta e ver como é simples tirar o fio ao feijão.
Pelar o tomate – outra das desgraças da cozinha. Pois bem, o fosso martírio esta a chegar ao fim. A partir de agora essa vai ser a tarefa mais simples das refeições complicadas. Façam um pequena cruz em cada tomate e ponham-nos de molho em água fervente durante 2-3 minutos. Retirem-nos da água e deixem arrefecer, e ... voilá! Quase que se despem sozinhos. No caso de serem ainda um pouco verdes é deixar de molho um pouco mais.
Vai uma receita?
Como neste cafézinho, também se prima pelo que se come, de vez enquanto terá de surgir nas nossas conversa uma receitas, é certo que anteriormente já cá apareceram, mas desta vez deixamos mesmo a receita, sem volteios nem conversas... como esta que já se alonga.
Tomemos então o caminho da cozinha para as primeiras receitas, que penso já serem para aí a 5ª?
Como tem sido anunciado, os dias são de sol e dentro em breve a primavera nos bafejará com oportunidades de colocar a mesa na varanda e comer uma bela e fresca salada, por isso deixo aqui uma entrada, uma salada e um acompanhamento:
Entrada rápida e colorida – intercalando fatias de tomate, queijo mozarela e abacate. Tempere com azeite e pimenta-do-reino e enfeite com folhas de manjericão.
Salada grega – tomate cortado em gomos, pepino, queijo feta, azeitonas pretas e cebola roxa fatiada. Tempere com sal e pimenta e sirva com um molho de azeite e sumo de limão.
Salsa mexicana (acompanhamento) – pique tomates frescos, cebola, pimenta-malagueta e folhas de coentros. Tempere com um pouco de limão-galego e misture bem.
Bom Apetite.
sexta-feira, janeiro 20, 2006
- Bom dia Sr. Manel, então homem... vem mais alegre.
- É verdade, o bébé já está realmente a dar-nos melhores noites. Mas mesmo assim, nada anima mais o dia que passar aqui...
- Então homem, isso tem sempre remédio, a porta está sempre aberta.
- Então dê-me lá aí um cafézinho. Já sabe como eu gosto.
- Então quer dizer que hoje também tomou o pequeno-almoço em casa. Parece que a vida está a voltar ao normal...
- É verdade! Mas hoje quero aí um desses bolinhos de café e cenoura que a Fatinha me falou...
- Oh, Sr. Manel, azar... sabe que isso some num instante. Mas posso é dar-lhe um croquete.
- Não! Eu queria era uma coisinha doce, e ela disse que eram tão bons que queria experimentar.
- Sr. Manel, Sr. Manel... já me devia conhecer melhor. Se lhe falei no croquete é porque não é exactamente os croquetes que está habituado. Estes são doces.
- Doces!? Mais uma das suas invenções...
- Não é minha, mas experimente.
...
- e que tal?
- olhe, e por acaso não me dava a receita destes, para a minha mulher fazer em casa?
- dou, claro! Espere só um minuto que vou ver onde a tenho.
...
- Aqui tem.
50 gr café acabado de moer, em pó
125 gr de açucar
100 gr de coco ralado
1 ovo
raspa de casca de 1 limão
1 colher (sopa) de manteiga sem sal
granulado de chocolate q.b.
Amassam-se todos os ingredientes numa tigela menos o granulado de chocolate.
Moldam-se os croquetes pequenos com as mãos e relam-se no granulado de chocolate. Deixam-se secar no frigorífico e servem-se.
- vê! nem fritos são, fazem menos mal.
Podemos afirmar peremptóriamente que o café é a musa maior dos grandes génios. No livro, O Novo Cozinheiro Americano em Forma de Dicionário (Paris, 1875) diz, "Aquele que possui algum talento, torna-se um génio depois do café. Pela sua influência desenvolve-se a inteligência mais obtusa; o insensível transforma-se em terno e a beleza mais fria anima-se; enfim, tudo se modifica e esse é o triunfo do café."
Como exemplos dessa realidade, poderemos citar nomes de grandes génios que sempre estiveram acompanhados de café, e alguns com exigências extravagantes, como Balzac, Beethoven, Tayllerand, Buffon, Voltaire, Fontenelle, William Harvey, Napoleão, Rossini, Paul Valéry, Alexandre Pope, EU, VOCÊS - grandes nomes que foram "ajudados" nas suas obras de genealidade, por este líquido que foi "fonte de harmonia entusiasta que se encontra nos estilos" de cada um
quinta-feira, janeiro 19, 2006
- Olha a Fátinha. Então, deixa lá ver esse bébé... coisinha mais fofa! Então e a Fátinha, veio de fugida fazer uma visita?
- Mais ou menos, já estava realmente cansada de estar em casa, e viemos os dois aproveitar o solinho e pensei e tomar um dos seus cafézinhos. Mas ... será que me vai fazer mal?
- Mal, mal não fará, mas ainda está a dar de mamar não é?
- Estou, felizmente.
- Então o melhor é não arriscar ficar excitada e levar isso ao bébé. Eu preparo-lhe um belo chá principe com casca de laranja, para acalmar, mas ... vou dar-lhe um bolinho de café e cenoura, para matar as saudades do cafézinho.
- Bolinho de café e cenoura?! Você e as suas idéias...
- É que estes são feitos com café instântaneo e não fará tanto mal.
- Então e pode saber-se como se faz?
- Claro. Deixe-me servir-lhe o chá e o bolinho, que já vou ver da receita. Pode sentar-se, que eu levo à mesa.
...
- Ora bem, cá está a receitinha:
2 colheres (chá) rasas de café instantâneo em pó
150gr de açucar
3 ovos
2 colheres (sopa) de manteiga
5 colheres (sopa) de puré de cenoura (cozida)
100gr farinha de trigo com fermento
açucar areado q.b. para polvilhar
formas de papel de tamanho médio
Bate-se bem o açucar com a manteiga até ficar um creme fofo: acrescenta-se as gemas, o puré de cenoura, o café, a farinha e as claras bem batidas em castelo.
Deitam-se colheradas de massa nas formas de papel e vão ao forno quente num tabuleiro. Polvilham-se com o açucar antes de se servirem.
- Agora vá lá fazer uma meia dúzia para o Manelinho, que ele coitado anda mesmo de rastos.
- Bem sei, coitado! Mas é um santo homem... e olhe que o cafézinho que lhe deu ontem, diz ele que fez-lhe mesmo bem, ao espirito... bem para falar a verdade, foi mais a sua boa disposição.
- Bom dia!
- Bom dia, Sr. Manuel, como está? Parece mais bem disposto e com melhor cara.
- É verdade. Tenho dormido bem, as mésinhas das avós parece que por vezes resultam, o bébé já tem dormido qualquer coisa, e nós também.
- Ainda bem. Então vamos na torradinha, certo?
- Não, não. Hoje não. Já tomei o pequeno-almoço em casa. Só mesmo um cafézinho, e se calhar aqui um destes rissóis de muito bom aspecto.
- Mas olhe que isso não são uns rissóis quaisquer. São de café.
- Pronto, lá vem você com ideias novas outra vez...
- Mas olhe que são muito bons.
- Um rissól de café? E como é que isso é feito?
- Lá tenho que contar os meus segredos gastronómicos, não é? Está bem, eu explico: primeiro é fazer a massa vulgar dos rissóis, substituindo apenas o sal por açucar, exactamente na mesma quantidade. Estende-se a massa, muito fina e recheia-se com creme de café e uma pitada de amêndoas moídas. Depois de fritos e assim que se tiram do óleo, passam-se por uma mistura de açucar refinado e canela, e ... Voilá. Rissóis de café.
- Então venha de lá essa especialidade, quero ver se realmente isso é ou não digno de ser degustado.
