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quarta-feira, janeiro 02, 2008

Cacau

Os Maias foram os primeiros a cultivar o cacaueiro, sendo para eles não só um fruto de grande valor como alimento, mas servia também de moeda.
Os Astecas, mais tarde, continuaram a tradição, tendo então batizado o fruto de cacahuatl. Este últimos também reconheciam que o fruto tinha sido um presente dos deuses e tiravam dele grande partido e satisfação.
Preparavam uma bebida espumosa e revigorante reservada à elite (governantes e soldados, principalmente antes da guerra, uma vez que a bebida era revigorante).
Devido à lenda que Quetzalcoatl viria, a chegada dos espanhóis foi vista como o regresso do deus, uma vez que coincidia exactamente com o ano e o facto de virem de leste, "de onde o sol sai", sendo Hernán Cortés, a encarnação de Quetzalcoatl, a quem Montezuma ofereceu a bebida Xocolatl. Não uma bebida doce, mas uma bebida forte e com sabor amargo, que Cortés descreveu: "Quando alguém a bebe pode empreender uma jornada sem se cansar e sem sentir necessidade de se alimentar"

Lenda do Cacau

Reza a lenda que Quetzalcoatl (representado pela "serpente emplumada") desceu dos céus para transmitir sabedoria aos homens, e que lhes trouxe um presente: a planta do Cacau.
Os outros deuses não lhe perdoaram que desse a conhecer um alimento divino, e vingaram-se mandando-o expulsar das suas terras pelo deus Tezcatlipoca.

Numa outra versão, Quetzalcoatl era um deus bondoso que tinha que enfrentar Tezcatlipoca, um deus cruel; este venceu-o e condenou-o ao desterro. Antes de ir embora, Quetzalcoatl jurou regressar "por onde o sol sai" no ano ce-acatl do calendário asteca.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Chocolate - o manjar dos deuses

O chocolate é hoje em dia o alimento mais conhecido no mundo, mas nem sempre foi assim...
Tempos houve que era realmente um manjar dos deuses.

Este produto, obtido a partir da planta do cacau que existiam numa grande extenção de plantio entre o México e a Guatemala, era somente conhecido dos povos que habitavam aquele território, desde bem antes de Cristo e até à chegada dos conquistadores espanhóis.
Segundo a tradição Maia, esse fruto (o cacau), foi prenda dos deuses.
Este era confeccionado de maneira muito diferente da de hoje, onde se utilizava inclusivamente a pimenta como condimento da bebida, que era feita com àgua, e era bebida só de elites.
E como curiosidade, esse é o tema de um livro de Laura Esquível, "Como água para o chocolate", exactamente pelo desentendimento entre as populações Maias e Incas com os Espanhóis, que adaptaram a bebida com Leite, e é também a causa para desentendimento entre Outras duas personagens de um outro romance da mesma autora "Tão Veloz como o desejo".
Mas o chocolate, não esteve só na base do desentendimento entre dois povos, nem entre gerações, mas foi base de livros, de filmes... de encontros, e inclusivamente é considerado um óptimo medicamento.

sexta-feira, março 24, 2006

Factos Curiosos sobre a Cerveja

A Cerveja, no conjunto de todas as bebidas mais bebidas no mundo é a terceira mais consumida, pasme-se, depois do café e do leite.
Apesar de ter sido com a religião que começou a fazer-se a cerveja, também foi a religião que inibiu a produção nos países islâmicos e sendo posteriormente a religião que monopolizou a produção em muitos países da Europa.
Achados arqueológicos demonstraram que os Sumérios já produziam cerveja, isso foi revelado por uma placa de barro que continha o Hino a Ninkasi (2600-2350 a. C.) a deusa da cerveja, que não é mais que uma receita de cerveja.
Os escritos Sumérios, falavam já de “taberneiras” e a mais famosa é citada na Epopeia de Gilgamesh (3º milénio a C.), a Siduri, que representava o limite entre o mundo civilizado e o mundo desconhecido em que o herói sumério mergulhava.
Também no período babilónico já se contavam cerca de duas dezenas de diferentes tipos de cerveja, com base em diferentes combinações de plantas aromáticas e no maior ou menor emprego do mel. Também o mais antigo texto jurídico conhecido, O Código de Hammurabi (rei babilónico, 1792-1750 a. C. ), incluía várias leis alusivas ao fabrico, comercialização e consumo de cerveja, como os direitos e deveres atribuídos aos clientes e às “taberneiras”.
No antigo Egipto a cerveja foi um produto criado e muito popular porque, segundo Athenaeus foi “inventada para ajudar aqueles que não tinham com que pagar o vinho”. Mas o certo é que em muitos testemunhos artísticos e escritas hieroglíficas ficamos a saber da apetência dos egípcios pelo henket, ou zythum, verdadeira bebida nacional, preferida por todas as camadas sociais. Ramsés III (1184-1153 a. C.), também conhecido por “faraó-cervejeiro”, doou as sacerdotes do Templo de Amón 466.308 ânforas (c. de 1.000.000 litros) de cerveja proveniente das suas cervejeiras.

sexta-feira, março 17, 2006

A Cerveja

Finalmente vamos passar à cerveja.
Estes posts serão baseados no livro de Manuel Paquete, “A cerveja no Mundo e em Portugal” e, como é óbvio, serão apenas apresentados aqui alguns aspectos peculiares e interessantes acerca deste “néctar dos deuses”, conforme era considerado entre algumas civilizações. Este produto obtido da fermentação do cereal, que possivelmente aconteceu por acaso, era considerado de tão alto valor que em civilizações como o Egipto, chegou a ser produzido em quantidades elevadíssimas apenas para “satisfação” dos deuses.
Pelo conhecimento que se tem, a forma de fermentação para obtenção da cerveja já está documentada há cerca de 5.000 anos.
Basicamente, para se obter a cerveja só será necessário o malte, a água, o lúpulo e a levedura. A água, de aparente importância secundária constitui cerca de 90% de qualquer cerveja.

terça-feira, março 14, 2006

O Tomate - um pouco de história

O tomate foi introduzido na Europa, pelos espanhóis, que o trouxeram do México.
Em pouco tempo o tomate se tornou popular na Itália, na África do Norte e no Ocidente médio, através de encraves espanhóis.
Em meados do sec. XVI, o tomate chegou ao norte da Europa, mas o arbusto era meramente decorativo, pois achavam que era venenoso.
É provável que o tomate introduzido na Europa fosse amarelo, pois os italianos o chamavam de pomodoro (maçã de ouro), os ingleses o chamavam de tomate alterando mais tarde para tomato, mas o termo loveapple (maçã do amor) também pegou.

Além de ser uma “hortaliça” muito versátil o tomate não existe só na sua forma arredondada e vermelha.
Existem os de cor amarela (yellow pear – são em forma de pêra com 2,5 a 5 cm de comprimento e um diâmetro aproximado de 2,5 cm na parte mais larga. As descrições sobre o seu sabor varia entre o “maravilhoso” a “ligeiramente ácido” e de “sabor a limão” a “encantador, agradável e suave”), cor-de-laranja (Golden boy – frutos grandes, com cerca de 5 a 7 cm de diâmetro e chegam a pesar 500gr. Possuem uma bela cor laranja-dourada-escura, tornando-os muito atraentes para saladas), rosa (Ponderosa Pink – variedade americana muito popular, com grandes frutos que rondam os 750 gr cada. São sólidos, firmes e carnudos. Muito doces, com sabor suave e de um invulgar rosa-purpura.), marron, branco e verde e alguns estriados. Alguns são achatados, outros compridos; existem os pequenos como ervilhas ( Sweet 100) e os do tamanho de um punho fechado.