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quarta-feira, janeiro 02, 2008

Cacau

Os Maias foram os primeiros a cultivar o cacaueiro, sendo para eles não só um fruto de grande valor como alimento, mas servia também de moeda.
Os Astecas, mais tarde, continuaram a tradição, tendo então batizado o fruto de cacahuatl. Este últimos também reconheciam que o fruto tinha sido um presente dos deuses e tiravam dele grande partido e satisfação.
Preparavam uma bebida espumosa e revigorante reservada à elite (governantes e soldados, principalmente antes da guerra, uma vez que a bebida era revigorante).
Devido à lenda que Quetzalcoatl viria, a chegada dos espanhóis foi vista como o regresso do deus, uma vez que coincidia exactamente com o ano e o facto de virem de leste, "de onde o sol sai", sendo Hernán Cortés, a encarnação de Quetzalcoatl, a quem Montezuma ofereceu a bebida Xocolatl. Não uma bebida doce, mas uma bebida forte e com sabor amargo, que Cortés descreveu: "Quando alguém a bebe pode empreender uma jornada sem se cansar e sem sentir necessidade de se alimentar"

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Curiosidade...

O Café é tão famoso, que no livro África Minha, a autora dedica mesmo umas linhas ao aspecto do plantio e do cuidar da planta.
Alé de muitos e muitos escritores terem escrito imensas outras coisas, mas a mais marcante, talvez tenha sido a de Voltaire, já perto do fim da vida, referindo-se a um compêndio religioso que dizia que o café era um veneno... "O café deve realmente ser um veneno muito lento, porque já tenho 84 anos e ainda não morri..."

sexta-feira, março 24, 2006

Factos Curiosos sobre a Cerveja

A Cerveja, no conjunto de todas as bebidas mais bebidas no mundo é a terceira mais consumida, pasme-se, depois do café e do leite.
Apesar de ter sido com a religião que começou a fazer-se a cerveja, também foi a religião que inibiu a produção nos países islâmicos e sendo posteriormente a religião que monopolizou a produção em muitos países da Europa.
Achados arqueológicos demonstraram que os Sumérios já produziam cerveja, isso foi revelado por uma placa de barro que continha o Hino a Ninkasi (2600-2350 a. C.) a deusa da cerveja, que não é mais que uma receita de cerveja.
Os escritos Sumérios, falavam já de “taberneiras” e a mais famosa é citada na Epopeia de Gilgamesh (3º milénio a C.), a Siduri, que representava o limite entre o mundo civilizado e o mundo desconhecido em que o herói sumério mergulhava.
Também no período babilónico já se contavam cerca de duas dezenas de diferentes tipos de cerveja, com base em diferentes combinações de plantas aromáticas e no maior ou menor emprego do mel. Também o mais antigo texto jurídico conhecido, O Código de Hammurabi (rei babilónico, 1792-1750 a. C. ), incluía várias leis alusivas ao fabrico, comercialização e consumo de cerveja, como os direitos e deveres atribuídos aos clientes e às “taberneiras”.
No antigo Egipto a cerveja foi um produto criado e muito popular porque, segundo Athenaeus foi “inventada para ajudar aqueles que não tinham com que pagar o vinho”. Mas o certo é que em muitos testemunhos artísticos e escritas hieroglíficas ficamos a saber da apetência dos egípcios pelo henket, ou zythum, verdadeira bebida nacional, preferida por todas as camadas sociais. Ramsés III (1184-1153 a. C.), também conhecido por “faraó-cervejeiro”, doou as sacerdotes do Templo de Amón 466.308 ânforas (c. de 1.000.000 litros) de cerveja proveniente das suas cervejeiras.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Mais histórias

O chá é conhecido há muitos anos, por exemplo, temos um poema de Confúcio, escrito 500 AEC, em que ele aludia ao chá e, cerca de 300 anos depois, por volta de 200 AEC, a história fala de um imperador que encheu os seus cofres só com o imposto de chá.

Além disso, conta também uma lenda que um dos discipulos de Buda, um certo Bodhidharma, cria que a verdadeira santidade só podia ser atingida através da constante meditação, dia e noite. Durante uma das suas longas vigilias, o sono finalmente o dominou. Para não sucumbir outra vez diante de uma fraqueza humana tão baixa, ele decepou as suas pálpebras.
Estas cairam no chão e começaram milagrosamente a germinar. No dia seguinte surgiu um arbusto verde. Ele provou as folhas e as achou deliciosamente revigorantes. Naturalmente esta era a planta do chá.

Mas o chá não tem só histórias...

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Hoje, meus amigos, ao contrário do que é habitual, vou ter aqui disponível algumas bebidas fortes, tipo Rum, Vodka, Gin... o que vos aprover... até champanhe.
Isto para seguir a máxima de Napoleão:
"Não beba champanhe só nas vitórias, beba também nas derrotas... é quando lhe faz mais falta"
... e parece-me que vai fazer falta a alguns senhores.

Mas para os meus "queridos" Clientes (amigos), continua a haver o bom do café, do chá e até do chocolate quente... e mais. É só pedir, se não houver eu vou à procura...

Até já!

quarta-feira, janeiro 18, 2006

O descafeínado

- Então Sr. Canephora, como está?
- Olha a minha cliente favorita. Então por onde tem andado, que ninguém a tem visto. ... um descafeínado em chávena escaldada, não é?
- É sim Sr. Vejo que ainda se lembra.
- Claro. Então o que a trás aqui? Já tinha saudades das suas visitas...
- Tenho andado por aí, mas agora voltei para ficar mais perto, e também já tinha saudades aqui do seu cantinho. E também é verdade que em nenhum outro lado eu bebo um descafeínado como aqui. E já que falamos nisso, explique-me lá afinal essa ehistória do descafeínado, faz bem, faz mal, como é que se consegue um descafeínado?
- Olhe menina, isso de fazer bem ou mal, é como tudo, se abusar, vai fazer mal concerteza. Quanto ao descafeínado em si, não é mais que um café mais suave que é torrado até perder percentagem do seu teor. Eu explico, a cafeína não pode ser dissossiada do café, como é óbvio, mas através do processo de torrefacção de Rungue, é possível atingir um grau de menor saturação nos grãos. Por isso para obter um descafeínado, primeiro temos que ter um café Arábica, que pelas suas qualidades tem menos cafeína que o Robusta, cerca de metade do teor, depoir e conforme provado através de um estudo feito pelo Sr Vanier, que aliás esteve aqui ainda esta manhã, verifica-se que quanto mais escuro ficar o grão, menor o teor de cafeína, sendo que no Arábica, em 100gr de grãos de café, este pode reduzir a cafeína de 1.05, para 0.80 depois de atingido a torrefação desejada, ou seja a mais escura.
- É pá, tanta coisa junta, até me perco... afinal o descafeínado é café, mas com menos teor de cafeína.
- Exactamente. Por isso, se a menina gosta de um café mais aromatizado e menos intenso, pede um Arábica, mais torrado, por exemplo, se quer um café, como se costuma dizer na giria, de levantar mortos, pede um robusta menos torrado.
- É o bom de virmos aqui ao seu cantinho. Não só tomamos um bom café, como levamos sempre daqui uma boa conversa. Até já vou daqui com mais vontade de trabalhar. Até logo.
- Adeus menina, e agora não esteja tanto tempo sem aparecer!
- Não estou não, esteja descansado.