Muito se tem feito de campanhas para chamar a atenção da sociedade para os problemas que nos rodeiam:
Os jovens com deficiência, o cancro da mama, o cuidado na condução... entre muitos outros. Alguns com efeitos seguros num grande percentagem, outros nem por isso.
Alguns passam totalmente ao lado outros ficam na mente por uma vida. Este que aqui vou colocar, não faço ideia como vos afectou, mas a acreditar pelos resultados estatisticos, penso que nunca é demais recordar o que temos que ter em atenção quanto aos cuidados a ter relativamente aos sinais de cancro.
Não sei se se percebe completamente as notas, mas para quem tenha visto estes mesmos pacotes de açucar da Delta, a quem elogio pelo esforço, podia “guardar” estas “notas” para no futuro, talvez, lembrar alguns destes conselhos.
Prevenir também é tratar.
sexta-feira, dezembro 07, 2007
CAMPANHAS
Beat Street, Break Dance e Graphity
Aproveitando o ritmo, e já que estamos numa de coisas de jovens talentos, ainda record, no inicio dos anos 80, quando começamos a entrar no ritmo beat street e toda a gente tentava imitar os novos passos de dança, o break dance, deu-se o “Boom!” do grafitismo, e recordo, em alguns filmes da época, que aquilo que vemos hoje, era exactamente o que acontecia naquela altura, a “inveja” ou a estupidez dos “jovens talentos” que se queixavam da sociedade não os deixar exprimir, levavam a que estragassem, ou riscassem e depois se identificassem (no total anonimato) como artistas incompreendidos.
Questiono-me, mais de 20 anos depois, se os jovens são assim todos naturalmente estúpidos, ou se essa atitude lhes é passada pelos progenitores.
Felizmente, e relativamente aos trabalhos daqueles tempos, ainda existem reais e bons artistas, que pintam paredes e outros locais, que os embelezam, e que levam os seus trabalhos a sério.
Alguns, infelizmente, cresceram em bairos como as Amoreiras, no Lavradio, ou no Barreiro, ou na Cova da Moura, e continuariamos por aí a diante...
Mas o que importa, é o facto de muitos continuarem a fazer o que realmente gostam e de uma maneira que todos gostamos, como nas fotos a seguir demonstro...
sexta-feira, novembro 23, 2007
Uma excelente descrição...
Esta é a mais completa descrição do café. Para mim pelo menos...
São palavras de Maurice Talleyrand:
"Uma boa chavena de café deveria ser tão quente como o beijo de uma rapariga jovem no primeiro dia, doce como o amor no terceiro dia e tão negro como as maldições da sua mãe quando descobre"
The French Connection
quarta-feira, novembro 14, 2007
Grafitar I
Antes escrevi sobre grafiti e as obras que se fazem com o lápis... ou que se podem fazer...
Grafitar é também o que alguns artistas fazem nas paredes, e este é o real motivo de ter começado estas postagens...
Há dias, passava eu distraidamente nas ruas do Pinhal Novo, mais propriamente, atravessava o Túnel Este da estação da CP, quando me deparo com uma citação na entrada sul desse mesmo túnel (do lado da COOP).
“A Ditadura democrática proíbe a expressão artística e ainda dizem que o fascismo é ilegal”
Pensei para mim mesmo, que estes “jovens talentos”, talvez tivessem razão.
Afinal, na maioria dos casos, existem excelentes desenhos, ou se preferirem, Grafismos, Grafitis ou que preferirem. E não muito longe, nesta mesma vila temos um excelente exemplo...
Ora, como seria de esperar, quando se vêm comentários como o inicial, esperaria ver, talvez, alguém a fugir à policia ou a outro alguém por estar a fazer um trabalho como o aqui acima.
Mas isso não sucede...
Infelizmente, o que sucede... é o “excelente” trabalho, que a seguir vos apresento...
Aquele que se encontra imediatamente a seguir ao comentário inicial. Aquilo que esperariamos ver, logo a seguir a um comentário destes, deveria ser algo de espantoso, um trabalho artistico que nos espantasse ou pelo menos que nos fizesse ter um comentário acerca do que estariamos a ver... e é isso que aqui apresento... o excelente trabalho “proibido pela democracia aos jovens talentos”.
Não é realmente excitante ver como os nossos “jovens talentos” sabem grafitar?
Nota final: No momento em que fazia estas fotografias, neste mesmo túnel circulavam dois elementos aposentados da nossa sociedade. Duas referências para a educação e respeito, dois elementos que nos inspiram a ser menos grosseiros naquilo que Grafitamos...
E um deles (desculpem o termo mas foi exactamente assim...) escarrou para o chão, onde centenas de pessoas circulam...
Não sei se é só de mim, mas... isto é inspirador.
sábado, novembro 10, 2007
Jardins Públicos, sempre uma novidade...
E este é o caso, a planta mais exótica que se podera encontrar num jardim público, e logo no da vila do Pinhal Novo...
Só me pergunto é... como foi lá parar? Já estava previsto, ou foi acaso da criatividade do jardineiro?
Grafitar
Antes de entrar no tema propriamente dito, gostaria apenas de de lembrar o que esta palavra representa.
Acredito que saibam a origem do termo, uma vez que diariamente utilizamo-lo... o lápis.
Exatamente!
Grafite é nada mais que o elemento do conhecido lápis que permite que escrevamos e principalmente ... DESENHEMOS.
Para mais informação, se o desejarem...
http://ocafedoblog.blogspot.com/2006/02/o-diamante.html
segunda-feira, novembro 05, 2007
Elxir da Longa Vida
Já conheciamos muitas qualidades dos produtos naturais e agora finalmente podemos chegar onde Ponce de Leone nunca chegou.
Lembramos que este senhor, que fez parte de uma das expedições espanholas à américa, tinha como objectivo descobrir a fonte da juventude, agora imaginem quantas vezes terá ele passado ao lado dela sem a ter notado.
É que a Dra Aslan, especialista romena em rejuvenescimento, afirma que o Guaraná, fruto do amazônas, pelas suas qualidades, propriedades e vitaminas seria o elixir da juventude e da longa vida.
Afinal o Leone até andou perto... não sabia era nada de Bioquimica.
... Outra vez..
Cá vou eu tantar mais uma vez, mas a falta de tempo e ocasião para continuar a por o café a funcionar é complicado.
alvez tenha que concordar quando me disseram que estaria aqui pouco tempo... não que me faltem ideias, o pior mesmo é faltar tempo...
mesmo assim, vou tentar fazer qualquer coisa de engraçado e deixar aqui um provérbio budista que achei giro e que por vezes não pensamos no nosso dia a dia...
"Se estivermos olhando na direcção certa, tudo o que temos de fazer é continuar andando".
Se calhar, por vezes, temos que parar de andar, verificar para onde estamos a olhar e se for esse o ponto escolhido, então recomeçar a nossa caminhada... mais vale parar de vez em quando do que seguir por caminhos que não são os nossos.
segunda-feira, outubro 15, 2007
Sócrates
Muita gente critica o Sr. Engenheiro (?), mas ele ao menos é homem para assumir humildemente que afinal os funcionários publicos são um elemento chave do governo, e até veio agradecer o facto de estarem na linha da frente, e que por isso mesmo, este ano sim, iriam receber os aumentos dignos desses "soldados" de trincheiras que apesar de reclamarem, nunca deixaram de ser funcionários.
E digo que o senhor assumiu humildemente estas palavras porque quase parecia um pedido de desculpas ao facto de à cerca de um ano atrás o senhor dizer o oposto. Indicando até, que muitos deveriam ir para a rua... e como é óbvio o sr. redimiu-se destes tristes comentários, quando veio "quase" conceder uma medalha de bom comportamento...
Só falta saber o que é que o senhor quererá dizer com os aumentos merecidos.
quarta-feira, setembro 13, 2006
Reformados Activos - Somos os Melhores
Ao menos num capítulo ninguém nos bate, seja na Europa, nas Américas ou na Oceânia: nas políticas sociais de integração e valorização dos reformados.
Aí estamos na vanguarda, mas muito na vanguarda. De acordo, aliás, com estes novos tempos, em que a esperança de vida é maior e, portanto, não devem ser postas na prateleira pessoas ainda com tanto a dar à sociedade.
Nos últimos tempos, quase não passa dia sem que haja notícias animadoras a este respeito. E nós que não sabíamos!
Ora vejamos:
- O nosso Presidente da República é um reformado;
- o nosso mais "mortinho por ser" candidato a Presidente da República é um reformado;
- o nosso ministro das Finanças é um reformado;
- o nosso anterior ministro das Finanças já era um reformado;
- o ministro das Obras Públicas é um reformado;
- gestores activíssimos como Mira Amaral (lembram-se?) são reformados;
- o novo presidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado;
- entre os autarcas, "centenas, se não milhares" de reformados - garantiu-o o presidente da ANMP
- o presidente do Governo Regional da Madeira é um reformado (entre muitas outras coisas que a decência não permite escrever aqui);
E assim por diante...
Digam lá qual é o país da Europa que dá tanto e tão bom emprego a reformados?
Que valoriza os seus quadros independentemente de já estarem a ganhar uma pensãozita?
Que combate a exclusão e valoriza a experiência dos mais (ou menos...) velhos?
Ao menos neste domínio, ninguém faz melhor que nós.
Ainda hão-de vir todos copiar este nosso tão generoso "Estado social"...
Joaquim Fidalgo
Jornalista
segunda-feira, setembro 11, 2006
sexta-feira, setembro 08, 2006
quarta-feira, setembro 06, 2006
Secretos recheados
IVA
Vida Económica de 01/09/2006
Noticia de 1ª página:
"Estado perde milhões de IVA todos os dias."
Como é que é possivel?
Todos dias pagamos 21% em alguma coisa. Todos os dias somos bombardeados com o IVA na mais pequena aquisição...
Porque será que o estado perde tanto em IVA.
Não! Não quero que me respondam... pode dar-me um ataque cardíaco.
Somos os melhores...
Saúde (?)
É deveras interessante que desde à 10 anos para cá a saúde tem vindo a melhorar...
tem havido um maior intercâmbio de médicos estrangeiros, principalmente espanhois, para trabalharem em hospitais de Portugal, que os portugueses não aceitam. Mas depois pagamos uma fortuna em consultas nos consultórios deles. Porquê?
Porque temos uma grande lista de espera, com meses de espera, para tratamentos básicos em Portugal, que, se formos encaminhados para Espanha, somos tratados em menos de uma semana.
Finalmente o governo Português resolve fazer alguma coisa para acabar com situações de espera e outras.
Vejamos:
Fecha unidades de tratamento urgente (por ex. as Urgências do Hospital dos Capuchos e Sta Marta)
Depois resolve acabar com unidades de tratamentos de especialidade. (talvez porque os senhores Doutores, cobrassem 10 x o preço da consulta e depois fossem realizar os tratamentos com material do hospital, é compreensivel. Então porque não correr com o médico ou controlar melhor o tipo de tratamentos que são efectuados?)
Agora resolveu fechar maternidades, e acho muito bem que se façam marchas lentas como a feita em Mirandela. afinal os filhos que nascem a portugueses, são portugueses ou espanhóis? Talvez devessem ser espanhóis... pelo menos não cresciam envergonhados.
E depois... tudo isto com o objectivo de quê?
Ah! sim, poupar dinheiro ao estado para outros investimentos. Na Saúde?
Não é certamente.
Veja-se o caso da ADSE, até aqui havia alguns privilégios para quem tinha ADSE e outro tipo de segurança social e saúde. É certo que não era equilibrado, uma vez que quem tem apenas a Segurança Social Portuguesa a proteger a sua saúde, bem pode chorar com dores.
Mas na esperteza deste estado, em vez de melhorar quem está mal, aumenta as despesas dos beneficiários da ADSE em 4000%, uma medida muito económica, e acaba com os direitos de outras entidades como o Ministério da Justiça e afins.
Como se não bastasse damos conta que depois destes acertos "económicos", uma criança, que infelizmente sofreu um acidente doméstico e se queimou com óleo a ferver, tem de ser transferida para Espanha, por não temos nem equipamento, nem condições para tratamentos do género em Portugal.
Cada vez concordo mais com o Marco Horácio :"deviamos era vender o país aos espanhóis, dividir o dinheiro pelos portugueses todos e com o que sobrar fazia-se uma grande almoçarada na Ponte Vasco da Gama".
Tenho dito.
quinta-feira, agosto 31, 2006
Bébés - como dormir mais tranquilo
Um estudo recente sobre o sono , em 56 bebés saudáveis, revelou que os "bebés que dormiam bem à noite estiveram expostos a mais luz no início da tarde".
Grãos de Café descafeinados
pois é... nem sempre estamos certos qo que quer que seja.
Afinal "Rir" é mesmo o Melhor remédio
Afinal a revista das Selecções sempre tem razão, quando criou um espaço com o título "Rir é o melhor Remédio".
Já M. de Chanzal, em meados do sec. passado dizia que "o riso é o melhor desinfectante do fígado" e agora uns quantos cientistas vem confirmar exactamente que, conforme relatado numa revista polonesa, "rir durante meio minuto é equivalente a 45 min. de repouso absoluto. Uma gargalhada espontânea equivale a 3 min. de exercício aeróbico, e dez sorrisos cordiais equivalem a dez minutos de remo."
Outros beneficios incluem um aumento de 3 vezes a quantidade de ar nos pulmões, melhora da circulação, da digestão, do metabolismo, do funcionamento cerebral e da eliminação das toxinas. Comoa ajuda para o bom humor, a revista sugere que sorria para si mesmo, seu conjuge e seus filhos logo de manhã. "Aprenda a rir de si mesmo, tente ver o lado bom das coisas, mesmo em situações difíceis."
Além disso, Curzio Malaparte também disse que, "cada vez que um homem ri, adiciona um par de dias à sua vida."
sexta-feira, agosto 18, 2006
A Merecida Homenagem
Tardou, talvez por querer tardar a despedida.
Tardou a tinta que secou na ponta da pena, que com pena do passado chorou.
Tardou a merecida homenagem, que nasce pelas mãos de um amigo.
A merecida homenagem aos movimentos perpétuos das mãos que dançam nas cordas da guitarra.
José Jorge Letria escreveu a história que eu gostaria de ter escrito.
quinta-feira, agosto 17, 2006
Indignação...
Hoje estou mal disposto...
Vou indignar-me, ou talvez não...
Uma coisa é certa, estou mal-humorado.
Como é possível, que com tantos organismos reguladores, se permita que os canais televisivos passem tanta telenovela, tanto programa mediocre, e tanto entretenimento básico em horário nobre, durante o tempo em que programas culturais deviam passar, porque são esses que nos enriquecem (talvez o estado não tenha interesse nesse enriquecimento)...
A minha indignação deve-se ao facto de nos últimos meses, a TV estatal passar uns excelentes programas, tanto a nível histórico, músical, e muitas outras áreas... mas sempre, sempre... depois da meia-noite.
Será que estão a pensar nos portugueses na Austrália?
Como pode uma pessoa ver um programa ou concerto na TV e depois levantar-se cedo para ir trabalhar, uma vez que a hora a que finda o programa é muito próxima da hora a que teremos de nos levantar para ir trabalhar.
E não falo só de coisas recentes, como o concerto de Michael Bubblé, mas tb alguns próximos como o Celtic Women... e outros...
enfim! Viva a TV...
Cada vez concordo mais com Grocho Marx "A televisão parece-me muito educativa. Sempre que alguém a acende, eu vou para outro sítio ler um livro".
quinta-feira, julho 06, 2006
É esta vida que temos?...
Entrei apressado e com muita fome num restaurante.
Abri o meu Portátil e apanhei um susto com uma voz baixinha atrás de mim:
- Ok. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito ocupado, ta?
Ali, naquela instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel rodeia-nos de verdade e fazemos de conta que não percebemos!
quarta-feira, julho 05, 2006
Se conseguirem ler... é uma grande lição...
3M D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4 4R314. 3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35, P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3574V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4. 4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0, C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0. C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40; G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R. M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R! S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3 C4R1NH0.
0 R3570 3 F3170 D3 4R314
sexta-feira, maio 26, 2006
"O Colega do Lado" - Mª João Lopo de Carvalho
Ou seja: a família, quando muito, aos domingos e feriados; o marido e os filhos, duas, três horas por dia, no máximo (metade das quais a ver televisão ou a partilhar tarefas domésticas); e os outros, para os quais não fomos ouvidos nem achados, dispõem de mais tempo e de mais espaço do que toda a nossa vida somada.
É com eles que rimos, choramos, que nos irritamos, que amuamos, que lixamos ou somos lixados, que vamos à bica e às compras, é a eles que avaliamos, que ajudamos, são eles os nossos carrascos e cúmplices, os nossos amigos ou, pior, os nossos principais inimigos. É no trabalho, acho eu, que revelamos as nossas grandes capacidades e virtudes, mas também, e como há tempo para tudo, o pior que o ser humano tem: a inveja, o rancor, a gula (roubo todas as caixas de chocolates onde os meus olhos vão parar), a vaidade, a intriga, o orgulho, a luxúria (enfim, todos sabem como e porquê. "Ai, você hoje está linda.", "Acha dr.?", "Não acho, tenho a certeza, brilha como a lua").
O ambiente de trabalho é assim, muitas vezes, uma impiedosa arena do circo romano onde se mata quem é fraco, sobrevive quem é forte. É esta a tragédia da questão. Competitividade e matança são armas letais de significado idêntico - desafie-se o poder! Mas como perder ninguém quer, ligamos a competição à ambição (a longo prazo) e à ganância (a curto prazo), tudo em circuito fechado, para que a via-sacra da matança seja forte demais e excitante demais para a conseguirmos abafar. (...)
Há sempre um gajo porreiro em que nos escudamos e que, de facto, não nos quer tramar às primeiras; um gajo que tem dias e que ora amanteiga para direita, ora amanteiga para a esquerda - é o gajo que quando a coisa corre bem foi ele próprio que a fez (é "muita bom"), quando corre mal, fomos nós, pobres inexperientes e ele até se fartou de nos avisar, infelizmente não acreditámos no seu teatro.
Adoro a tribo dos manteigueiros frenéticos: aqueles que só saem depois do chefe nem que fiquem a jogar paciências no computador, que nos desfazem em strogonof pelas costas, que controlam as nossas entradas e saídas de cena, bichanam com os seus superiores e ajustam contas com as secretárias e o pessoal, a quem com tanta alma chamam "menor", baralhando sem pudor humilhação com humildade. Prefiro o folclore dos que gritam como ovelha a ser degolada mas que depois se redimem ao acrescentarem uns parágrafos triunfais na "porra" do dossiê.
Nós os portugueses adoramos reunir. Podemos não fazer a ponta de um corno, mas reunir tem de ser. Basta reunir e já está! Não é nunca o ponto de partida, é sempre o ponto de chegada. E antes de reunir gostam de planear a estratégia para tramar o parceiro. Pode não haver estratégia para mais nada, mas para tramar o colega do lado aqui vai disto.
Agressividade quanto baste é a metodologia (odeio esta palavra) para chegar ao poder. Todos conhecem a cartilha, a cru ou disfarçada de fada boa.
Em suma, os portugueses acham que para serem melhores têm de arranjar alguém para mau da fita, é a teoria dos vasos comunicantes em todo o seu esplendor. É com "vasos" destes - que à partida não são nem amigos, nem filhos, nem marido, nem sequer os escolhemos num menu - que temos de partilhar o cheiro, a voz, e o génio; das ramelas, à barba por fazer; das malhas na meia ao rímel esborratado, todas as horas, todos os dias, todos os anos. É tudo uma questão de "ambiente" no trabalho!
in Expresso
sexta-feira, maio 12, 2006
Aquisições
pois é meus amigos, entrei hoje na salinha do café e deparei com um ambiente um tanto ao quanto desalinhado, poeirento e decidi limpar um pouco as coisas, criar um novo espaço naquele já existente e reparei que as paredes estavam um pouco descoradas e nuas por isso fui até ali um cantinho muito interessante e giro e fiz a aquisição de uma estampa para por no local mais visivel da sala.
E não me digam que não está giro.
'bigades miguita.
Imagem daqui
quarta-feira, maio 10, 2006
Reflexões
Pensando em todos os livros que já li, e naqueles que me recuso a ler, questiono-me: até que ponto deixamos que a nossa mente fique a marinar em pedaços de nada, temperados com coisa nenhuma e acompanhado de filosofias medíocres?
Não querendo ser demasiado crítico ou parecer despeitado, pergunto-me: o que pode alguém como a Margarida Rebelo Pinto ensinar ou explicar com os seus livros, que, de nada têm tudo (se bem que quando se abrem, as letras se percebam, perfeitamente nítidas, impressas no branco do papel); é um livro oco, um “o quê” de quem não tem mais que fazer a não ser espreitar as chamadas revistas sociais (as vizinhas alcoviteiras disfarçadas), e responder com um “Sei lá”, completamente desinteressado, quando se lhe pergunta o que quis ela traduzir para o papel com tudo o que escreveu ou transcreveu.
Em tempos, e por brincadeira, deu na televisão um pequeno filme que demonstrava ao ponto a que chegou a cultura dos portugueses e o seu interesse pelos livros.
Esse filme apresentava alguém que explicava a utilidade de um livro: servia de travessa, para pôr os pés, para matar moscas, enfim ... servia para tudo menos para, entreter, para ensinar, para dar prazer e usufruto ao leitor.
No final percebi porquê. - Era um livro da tal senhora.
Não sei se temos bons escritores hoje. Há muitos, muitos anos tivemos alguns excelentes, mas ...
Se calhar isto da literatura é como o vinho, a colheita nem sempre é boa.
Mas não se pense que são só aos escritores novos que lhes parece faltar a “fruta” para que se possa saborear um bom livro.
Por exemplo: Saramago, que num diz que não diz, do que diz que disse, mas não disse e que ficou por escrever, sem pontuação (que é uma forma brilhante(?) de escrito – elogio de um jornalista a quando da entrega do Nobel da literatura a Saramago), mas que, sem sombra de duvida, nunca tinha sido lido por uma grande maioria da população e que, acho eu, essa mesma faixa continua sem conhecer realmente os escritos do homem (e por mim falo) e devo acrescentar que, apesar de já ter lido alguns livros, continuo a não entender a forma de escrita.
As obras desse senhor tiveram uma grande “explosão” de vendas, porque afinal é muito “in” ter 2 ou 3 livros do “prémio Nobel” em nossa casa, mas atenção: não se deve retirar o celofane para não apanhar pó.
A questão que prevalece é: será que os escritores portugueses são mesmo maus, ou escrevem mal e banalmente, porque sabem que os seus livros vão ser comprados por um décimo da população e que desses só metade ou menos o irão ler?
É que escrever livros como o do Manuel Jorge Marmelo (que além de um grande marmelo, deve ser parvo), sobre as mulheres trazerem livro de instruções – já agora porque não um que ensine os homens a ler e que traga tradutor – se bem que o livro trata apenas da pouca vergonha dos outros, que enganam as mulheres e os maridos, mas pavoneiam-se nas ruas como aristocratas.
Afinal o livro de instruções era para quê?
Mais um livro para a estante.
Ou ainda, uma pergunta que se me afigura e que salta do aparo para o papel, sem que consiga parar ...
Como é que alguém que é elogiada por ser uma jornalista multifacetada – trabalhou no Diário de Noticias, na “Marie Claire” (parece que acabou essa revista, será porque ela escrevia lá, ou porque o conteúdo escrito resumia-se a anúncios?), concebeu a revista “Pais e Filhos” (excelente, considere-se, apesar do excesso de publicidade), dirige a revista “Adolescente” (que ainda não consegui perceber, se é para os pais se para os putos) e ainda redige o suplemento do DN ao domingo – concebe escrever tantas “baboseiras” juntas num só livro?
No seu livro “Guia para ficar a saber ainda menos sobre as mulheres”, Isabel Stilwell fala da personalidade dos homens, manobrados pelas mulheres, como se toda uma vida em conjunto, ou os arrulhos de amor, fossem realmente originados de uma peça de teatro, como se os homens fizessem exactamente como é descrito, parecendo marionetas.
A escritora baseia saber cognitivo de um sexólogo, provavelmente frustrado com as suas prestações sexuais, com saberes de vivência, que certamente não são os dela e que, de certeza absoluta, não se assemelha ao que escreveu.
Assim, e em conclusão, consigo realmente compreender porque se gasta tanto tempo e dinheiro em, Big Brothers, Masterplans e outros programas aculturais e perturbadores. Se os livros são caros e não valem um “corno”, mais vale despejar o Cérbero num balde com álcool e fazer “zapping” nos canais da TV e proporcionar ao nosso corpo um sono relaxante no sofá.
Carta a um Pai anónimo
Estou a escrever-te para te dizer o quanto te amo.
Não sei se ainda te reconheceria, nem se te lembras bem de mim. Tenho crescido e aprendido coisas novas.
Apesar do tempo, acho que ainda deves ter aquele teu ar bonitão e alegre.
Não sei há quanto tempo foi, mas recordo os momentos em que juntos passeávamos pela praia e brincávamos ... eu, tu e a mamã!
Éramos uma família feliz!
Ainda recordo, com carinho, quando tu e a mamã me ensinaram a letra do meu nome ... aquele que vocês dois escolheram para mim.
Hoje não sei se sinto a alegria dos outros tempos. A mamã continua a ser a minha melhor amiga, e quando vamos para o meu quarto brincar, fico sempre à espera que tu também venhas; vou olhando a porta, a ver quando tu vais aparecer ...
Mas chega a noite e eu tenho de ir dormir, e não chego a ver-te.
Bem sei que tens muito que fazer, mas eu sinto como que um “buraco” na nossa família.
A mamã, com muito carinho, esforça-se para que eu não dê por tal e tenta compensar-me a falta que tu me fazes, mas este “buraco” existirá sempre, esperando para quando quiseres ocupá-lo.
“foi fazer umas coisitas, mas volta já, porque ele prometeu brincar comigo!”
e agora, enquanto espero que tu chegues, escrevo para te dizer que gosto muito de ti e para dizer “Boa Noite, Papá!”, pois já é muito tarde e eu tenho de ir dormir.
Eu sei que se tu tivesses podido vir brincar comigo, não hesitarias, mas agora tenho de ir dormir e sonhar que tu estás aqui comigo e a mamã. E sei que vais brincar comigo e correr a meu lado, sei que vais estar sempre onde e quando eu precisar.
É para isso que servem os papás, e tu és o meu.
E sabes?
Quando eu acordar, tu vais estar aqui, juntinho a mim e eu vou abraçar-te e beijar.
Boa Noite, Papá!
sexta-feira, maio 05, 2006
A Loucura
A Loucura resolveu convidar os amigos para tomar um café em sua casa.
Todos os convidados foram.
Após o café, a Loucura propôs:
- Vamos brincar de esconde-esconde?
- Esconde-esconde? O que é isso? - perguntou a Curiosidade.
- Esconde-esconde é uma brincadeira. Eu conto até cem e vocês se escondem. Ao terminar de contar, eu vou procurar, e o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar.
Todos aceitaram, menos o Medo e a Preguiça.
1,2,3,... - a Loucura começou a contar.
A Pressa escondeu-se primeiro, num lugar qualquer. A Timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore. A Alegria correu para o meio do jardim. Já a Tristeza começou a chorar, pois não encontrava um local apropriado para se esconder. A Inveja acompanhou o Triunfo e se escondeu perto dele debaixo de uma pedra. A Loucura continuava a contar e os seus amigos iam se escondendo.
O Desespero ficou desesperado ao ver que a Loucura já estava no noventa e nove.
CEM! - gritou a Loucura. - Vou começar a procurar...
A primeira a aparecer foi a Curiosidade, já que não aguentava mais querendo saber quem seria o próximo a contar. Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima de uma cerca sem saber em qual dos lados ficar para melhor se esconder. E assim foram aparecendo a Alegria, a Tristeza, a Timidez...
Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou:
- Onde está o Amor?
Ninguém o tinha visto. A Loucura começou a procurá-lo. Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do Amor aparecer.
Procurando por todos os lados, a Loucura viu uma roseira, pegou um pauzinho e começou a procurar entre os galhos, quando de repente ouviu um grito.
Era o Amor, gritando por ter furado o olho com um espinho.
A Loucura não sabia o que fazer.
Pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu segui-lo para sempre.
O Amor aceitou as desculpas.
Hoje, o Amor é cego e a Loucura o acompanha em todos momentos.
Desconheço o autor, mas é um texto expectacular.







